Reecontrando com o passado - Parte 2


Não sou muito de acreditar em destino, mas ai eu encontro com uma antiga amiga no meu bairro, assim, ela nem mora por aqui e nem perto daqui. Nunca imaginaria encontrar com ela naquele lugar e nas férias.

Quando você pensa que está um pouco em paz por não ver rostos familiares todos os dias, acontece uma coisa dessas. Não vou fingir que não tenho raiva dela, afinal o que eu não posso demonstrar na frente das pessoas, escrevo no blog.


Mais presta atenção. Há exatamente 1 ano e meio atrás nós éramos inseparáveis, havia promessas que independente do que acontecesse em 2013 sempre estaríamos juntas.       O ano chegou e os meses se passaram, nós estávamos em salas separadas mais nossa amizade estava lá, firme e forte. Até um dia em que ela começou a passar momentos com seus novos amigos e nunca mais voltou.

Exceto um dia, quando ela veio querer saber como eu estava, na verdade eu duvido que ela estava preocupada comigo, mesmo assim fui atenciosa e amiga, ela queria saber novidades, e eu disse que não tinha nenhuma (na verdade eu tinha tantas que eu poderia até escrever um livro) mas eu menti, como eu poderia ter certeza que ela era ainda minha amiga? Depois de longos papos ela me  disse que queria conversar comigo pessoalmente, eu tonta tentei combinar um dia e sabe o que eu recebi? Uma resposta do tipo “Não posso, tenho compromissos com meus novos amigos!

Minha vontade era de falar “O que você quer comigo então? Quer colher informações? Vá direto ao ponto!” e a única coisa ridícula que saiu como resposta foi “Tudo bem então”.

Não adianta eu sempre serei uma garota fofinha que tem dó de todo mundo, que sempre vai tentar entender as atitudes das pessoas e defendê-las. Mais isso acabou quando a língua dela foi maior que a boca e falou segredos que era somente entre eu e ela, na verdade nem foi coisa de língua comprida, ela estava bem consciente do que falava o que me deixou mais furiosa.

     Então eu te encontrei te encarei e você desviou o olhar, e depois olhou novamente. Eu estava na mesma posição e por incrível que pareça tenho certeza que não transmiti ódio, raiva, muito menos saudade. Transmiti um olhar que você era conhecida, porém não falava com você a ponto de te cumprimentar, mais se não tivéssemos tidos “problemas” seria gentil com você. Já você, expressou medo, é como se arrependesse das suas atitudes e longe de todos você é frágil.


Senti pena de te ver assim, como minha avó sempre diz “Quem ri demais no fundo é vazio”, senti isso em você. Não quero sair como superior nem nada porque a qualquer momento posso reencontrar você novamente e mostrar meu lado frágil, mais é que no fundo todas as suas atitudes deviam ser um pedido de ajuda. Saiba que eu perdoei tudo que aconteceu, e se um dia você quiser ajuda, você sabe onde me encontrar.

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